Síndrome de Down: entenda melhor
As deficiências de um filho que está por vir ou que já está nas mãos da mamã e do papá tornam a família normalmente muito aflita por não ter informações suficientes a respeito das síndromes que podem surgir. Hoje falaremos sobre a Síndrome de Down, que é a mais conhecida das síndromes existentes.
O que é?
A Síndrome de Down ou Trissomia 21 é decorrente de uma espécie de acidente genético – ocorrência de um cromossomo 21 extra total ou parcial. Sua ocorrência é de cerca de 1 a cada 800 nascimentos – incidência que aumenta junto ao aumento da idade da mãe que gerará o bebé. Depois que a mulher completa 40 anos, a incidência é de cerca de 1 para 80 nascimentos. Não há diferença dentre grupos étnicos ou sociais para que a doença ocorra. Conhecida há mais de um século, é uma síndrome caracterizada pelo retardo mental em graus leve, moderado e grave, além de alguns problemas clínicos associados.
Características
Os portadores da Síndrome de Down possuem características típicas. Seus rostos apresentam fendas palpebrais oblíquas, além de um perfil achatado. Normalmente, estes tem estatura mais baixa que a média da população e tem uma espécie de atraso mental, que varia de intensidade. Algumas pessoas podem ainda apresentar grau muito leve de retardo e vivem como pessoas normais. Os portadores também tem fraqueza muscular, podem apresentar anomalias cardíacas e uma prega única na palma da mão.
Cuidados especiais
Não é fácil cuidar de crianças portadoras da Síndrome de Down. Mas vale ressaltar que tratar crianças sem a síndrome também não é. É importante que a família trate o portador como uma pessoa normal, apesar das características que a diferem das outras pessoas. Os pais e familiares devem aprender a forcar-se na criança e não na doença. Procurar ajuda de associações e grupos de apoio também é essencial para que a criança possa se desenvolver da melhor forma possível.
As crianças com a Síndrome necessitam sim de atenção especial. Porém, a família deve tratá-la da forma mais natural possível, assim como trata os irmãos desta criança. A família deve ensinar a criança e ajudá-la a evoluir, assim como com as outras crianças da família. O portador da Trissomia 21 deve aprender a cuidar de si, para que possa enfrentar o mundo por si só.
Intervir quanto antes possível ajuda a minimizar os efeitos negativos da doença sobre a criança. Hoje em dia já existem diversos serviços específicos que auxiliam no desenvolvimento da criança com trissomia 21, como a fisioterapia, terapia ocupacional e outros. As crianças também devem experienciar a escola, para que possam desenvolver uma identidade própria e a sua auto-estima. Elas podem sim aprender a ler e escrever, mas talvez demorem um pouco mais que as outras crianças – mesmo assim podem obter resultados excelentes. Daí a importância do papel dos pais e professores.
Como as crianças com a trissomia 21 têm maior probabilidade de ter determinados problemas de saúde. Para que os cuidados sejam óptimos, é necessário escolher um pediatra especialista. Este poderá indicar os tratamentos específicos e personalizados. Também é necessário cuidar muito da alimentação do portador. Já que estes tendem à obesidade, uma dieta rica em fibras e alimentos saudáveis é essencial, além da práctica regular de exercícios físicos.
Hoje em dia, muitos dos portadores da síndrome podem levar uma vida como que qualquer outra pessoa. Algumas conseguem viver em total independência: com trabalho e até casamento. É necessário então que a criança seja devidamente estimulada.






