Crianças e Telemóveis: sim ou não?
Seu filho vai pra escola e vê que a maioria dos seus amiguinhos têm um telemóvel. E agora, você deve também aderir a esta moda e presentear seu filho com um telemóvel?
O tema é complexo, pois existem os dois lados da moeda. Para os filhos, ter um telemóvel significa status entre os colegas e quer dizer que ele está na moda. Tanto que hoje em dia não largam o aparelho nem nas aulas da escola – péssimo hábito. Para os pais, talvez seja uma óptima opção para ter um pouco mais de presença e controle na vida dos baixinhos. Quando eles crescem mais um pouco e começam a sair sozinhos, o telemóvel é uma forma de tranquilizar os pais. Porém, é necessário primeiro saber se o seu filho já tem maturidade o suficiente para lidar com um telemóvel. Se não, provavelmente seu filho perderá ou estragará o aparelho, além de gastar demais com SMS e ligações. Esta maturidade surge normalmente por volta dos 9 – 10 anos de idade. Porém, ainda pode ser muito cedo.
Se você acha que seu filho já pode ter um telemóvel, então opte pelos pré-pagos. Assim, ele deverá controlar os próprios gastos. Você pode dizer a ele que tem um determinado valor que pode gastar ao mês e, se ultrapassar, ele ficará sem poder fazer ligações ou escrever SMS até que o outro mês comece. É uma boa forma de seu filho aprender a controlar seus próprios gastos.
Estabeleça regras claras em relação à utilização do aparelho. Por exemplo, desligar o telemóvel na sala de aula, telefonar somente quando necessário, etc. Porém, não presenteie seu filho com um telemóvel se pretende controlá-lo 24 horas por dia. Os pais também têm que conhecer os limites.
Dar o telemóvel aos filhos é ideal quando há necessidade e já foram discutidas as regras de utilização. Caso seu filho não cumpra estas regras, pode retirar seu telemóvel. Assim ele poderá aprender a ter responsabilidade sobre o aparelho.






